Durante demasiado tempo, o espaço público português funcionou como uma câmara de eco. Os jornais falam para si próprios. A televisão repete as
mesmas vozes. O debate político oscila entre o centro-esquerda e a esquerda, com breves incursões de um liberalismo económico que se esquece dos
valores. O que nunca aparece ou aparece apenas para ser caricaturado é uma perspetiva conservadora séria, articulada e sem complexos.
O Atlas Portugal existe para preencher esse espaço.
Não somos um partido. Não temos agenda eleitoral. Não fazemos campanha por ninguém. Somos uma publicação independente que acredita que a
ausência de comentário conservador de qualidade em Portugal não é um acidente, é um sintoma de um espaço público que aprendeu a silenciar certas perguntas antes de as fazer. Essas perguntas, nós fazemo-las.
O que defendemos
Acreditamos na família como fundação da sociedade, não como nostalgia, mas como realidade antropológica que nenhuma ideologia conseguiu substituir com sucesso.
Acreditamos na liberdade de expressão, de consciência, de escolha, incluindo a liberdade de discordar do consenso sem ser expulso da conversa pública.
Acreditamos na soberania nacional como valor inegociável. Portugal tem história, cultura e identidade próprias que merecem ser defendidas, não diluídas em abstrações supranacionais.
Estes não são valores extremos. São os valores com que a maioria silenciosa portuguesa cresceu e pela qual vive sem que ninguém fale em seu nome.
O que não somos
Não somos militantes partidários. Nenhum partido tem a nossa lealdade e nenhum partido nos vai comprar. Analisamos a política portuguesa com a mesma frieza com que analisamos qualquer outra — incluindo os partidos que se dizem conservadores.
Não somos nostálgicos. Defender valores tradicionais não é querer regressar ao passado. É recusar que o passado seja apagado antes de percebermos o que perdemos.
Não fingimos ser neutros. A neutralidade que os media mainstream reivindicam é ela própria uma posição política. Nós somos transparentes: temos um ponto de vista conservador e escrevemos a partir dele, com honestidade intelectual e sem desculpas.
A quem nos dirigimos
Ao português informado que abre o jornal de manhã e sente que falta qualquer coisa. Que vê o debate político e não se revê em nenhuma das vozes.
Que defende valores que envergonham quem os profere em público mas que continuam a orientar a sua vida privada.
Ao leitor que está farto do mainstream mas não quer militância, quer análise. Que prefere um argumento bem construído a um slogan. Que sabe que Portugal merece melhor do que aquilo que lhe oferecem.
Se és esse leitor, o Atlas Portugal é para ti.
